10 fev

O Inconsciente e seus Aspectos

Quando examinamos, sobre nós mesmos, sobre o nosso “eu”, constituímos elementos, através de conhecimentos do que representa nossa individualidade, aquilo que faz com que sejamos uma pessoa bem determinada e bem distinta das outras. E tornamos diferentes dos animais por possuímos consciência de si próprio.

O eu de cada indivíduo, possui aspectos permanente, como por exemplo, a fisionomia, nome, o corpo e outros aspectos junto à estrutura no constante desenvolvimento; crenças, padrões de comportamentos hábitos, cultura etc.

O indivíduo toma conhecimentos de si próprio, através, do conjunto de pensamentos, sentimentos e ações. Segundo Freud há uma estrutura da personalidade conteúdo inconsciente facilmente acessível que entram em relação com o mundo exterior.

Todos nós, somos estruturados a partir da linguagem e da fala, estando portanto sujeito ao efeito do inconsciente.

Freud “afirma que este fato inconsciente tem grande influência na direção de nosso comportamento, na orientação de nossas ações, podemos ignorar a existência em nós de emoções, tendências e impulsos, os quais na realidade, estão influenciando fortemente as nossas vidas”. Todos estes aspectos, estão integrados, fazendo do eu, entidade mais complexa e importante de cada um de nós, como conjunto.

existe uma equivalência do que o sujeito diz, do que ele faz. E esta questão se torna pertinente, neste contexto que se resume na dimensão do inconsciente.

freud descobre que toda a formação do inconsciente transmite uma mensagem que é dirigida para o grande outro.

Ela pode falhar no discurso, mas não na verdade de que se fala.

No momento que o indivíduo procura saber o que a outra quer, traz a tona o inconsciente; que será o momento da exclusão do campo da consciência de certas idéias, sentimentos e desejos, (freud chama este momento de recalque).

O consciente é um dos níveis da vida psíquica, muito pequena em relação à parte inconsciente, e do qual o indivíduo é responsável em qualquer momento de sua existência.

Embora o consciente seja uma continuidade durante a vida normal, seu conteúdo é extremamente transitório e se modifica continuamente.

Para Lacan a vida inteira o sujeito repete situações, que vai além o fantasma que o sujeito tem na infância, constrói e atravessa.

Ele propõe uma saída, que trabalhemos em relação ao objeto e na construção do fantasma, na cura, o analisando pode chegar o modo real, o sujeito poderá se certificar disto e tomar outras decisões.

Contudo existem pessoas que não sabem nada da sua própria natureza, desconhece seu temperamento, pois elas não estão ajustadas, ás exigências internas da própria personalidade.

Segundo Jung “são demasiadas ingênuas, e têm necessidades de que lhe ensine que são seres humanos, como todas as outras. Entretanto estes conhecimentos não garantem a cura das neuroses , só recobram a saúde se saírem da lama cotidiana em que vivem”.

Pensar em quem somos nós abre o inconsciente. Para freud o sujeito não é o sujeito de sua vontade.

É preciso reconhecer que existe para cada neurótico um apelo de resistência, pois estes recusam a castração e isto deixa uma certa nostalgia.

Deste modo a psicanálise é o único discurso, que utiliza palavras para o indivíduo saber o que diz.

Freud não tratava em chegar a um nível de normalidade cognitiva, simples e absoluta, ele se preocupou em formar detalhes, para que no final o individuo, ficasse mais atento.

Ele considerou o esquecimento, em termo de repressão, que em razão de reprimimos os fatos desagradáveis, esquecemos as idéias e os incidentes associados a eles, sempre que há um esquecimento, há uma substituição.

Freud estabeleceu relação entre o inconsciente e o chiste, defendeu o sonho, como uma realização disfarçada de um desejo, reprimido ou suprimido. Considerou que o lapso de linguagem se valida do erro, para mostrar sintomas.Descobre o segredo do sintoma, apresentado no corpo é análogo.

A mesma força que faz com que o sujeito adoece, pode aparecer como sintoma vindo tamponar o furo do significante faltoso. Fala do apego erótico e excessivo, às vezes inconsciente, do filho em relação à mãe.

O reprimido retorna – material infantil…lembranças encobridoras, que manifestam, algumas vezes, quando estamos adormecidos, através dos sonhos, as vezes quando estamos acordados, através dos atos falhos e, também nos estados de intoxicação.

Comenta que todo os atos falhos, que aparentemente, não tínhamos intenção de praticar, são atos que não falham em nível de inconsciente. Estes atos são causados pelos impulsos reprimidos que procuram se descarregar de qualquer modo, mesmo interferindo em nossas ações não submetidas à repressão.

De acordo com freud, o sujeito sabe e pode chegar o modo real, a verdade do seu desejo.

Para concluir, a medida em que o sujeito faz novo significado, ele vai mudando.

Jacira Maria Moura Pereira Lacerda
Pedagoga, Habilitada em Educação Especial
Telefone: 9841-2897
Trabalho de Conclusão de Curso – TCC de Introdução à Psicanálise – Dezembro de 2002

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