14 jan

Os desenhos têm fundamental importância para o ser falante, desde o início da humanidade, vide as pinturas rupestres, pictográficas e hieróglifos, formas com as quais os povos representavam o mundo em que viviam e assim transmitiam uma mensagem.
A criança desde muito pequena desenha e nele representa o que ela vê, a forma como ela enxerga e interpreta o seu entorno.
É por isso que quando nos deparamos com os seus primeiros desenhos – os rabiscos - e a convidamos para falar sobre o que fizeram: poderá nos responder que ali estão: sua mãe, seu pai, ela, seus irmãos…
Naquele rabisco está representado o que ela vê, a representação psíquica do que ela enxerga e também em relação ao que sente.
Por isso, essa forma de expressão é utilizada quando atendemos crianças, pois através dos desenhos, elas podem falar sobre o que fizeram, sobre suas dúvidas, seu sofrimento e assim colocarão em palavras o que desenharam, e o que sentiram. E sem os desenhos alguns ditos não seriam possíveis de serem expressos.
É importante que os adultos que rodeiam a criança promova esses atos, para que a criança possa representar através do rabisco ou do desenho seus sentimentos.
 
O elogio serve como estímulo e a crítica pode funcionar como um estanque dessa produção.
 
Escutei de uma mãe, que em vez de elogiar, tinha criticado o desenho do filho e ainda tinha pedido para que ele “caprichasse” mais. Ora, aquele tinha sido o máximo que ele tinha conseguido fazer!
E tinha todo o esforço de um trabalho psíquico para que ele fizesse o que fez!
Então da próxima vez que seu filho desenhar, que tal perguntar-lhe o que ele produziu?
Pode também pedir para ele contar uma história sobre seu desenho… as pérolas que ele revelará serão surpreendentes!

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