03 abr

 

(imagem retirada da internet para fins ilustrativos)

A clínica é o que se diz em uma análise, quem fala só saberá o que disse com o outro que o escuta.

Para falar é necessário suportar o não saber do que disse.

Podemos dizer que do presente remontamos ao passado e o passado assim reencontrado, modifica o presente (Nasio).

Quem decidirá a significação deste ou daquele acontecimento, é o tempo presente.

A repetição faz com que as pessoas reincidam nos mesmos erros, achando-se perseguidas pela má sorte, mas através de uma análise elas poderão perceber que são os autores inconscientes de sua infelicidade.

Palavras ditas na infância, os mal-ditos, maus-tratos, abusos, fazem com que carreguem ao longo da vida essa “má sorte” que os persegue, ao falarem sobre isso, têm a possibilidade de “reverter” esse passado, reconstruindo essa história, pois quanto mais ele é esquecido, mais ele é doloroso. O passado quando se faz presente, ele já é futuro (Nasio).

O analista e o analisando vão compartilhar esse ressurgimento, uma palavra oportuna vai se tornando um bem dizer, ao voltar a essa carga emocional, ela precisa ser nomeada para inscrever-se em história, esses mal-ditos tem chance de integrar-se à vida tolerável (bem-dito). Por ser falante a função que se rejeita por estrutura, é o inconsciente.

O desejo do analista possibilita que não se continue rejeitando aquilo que o determina.

“Ser psicanalista é estar na posição responsável a que é confiada a operação que introduz o sujeito na ordem do desejo. ” (Lacan)

Psicanalista: Maria do Carmo Mucciolo

2 Comentários

Deixe um comentário