Atendemos sujeitos de todas as idades, que nos procuram para que os ajudemos a entender o que acontece com eles: porque adoeceram, porque não conseguem se livrar de sintomas que os fazem sofrer e atrapalham suas vidas.

As queixas são as mais variadas, porém, o mais importante, – como aprendemos com Freud (Sigmund, o pai da psicanálise) – é que cada caso é um caso diferenciado. E mesmo que os pacientes tenham alguns sofrimentos que são “comuns” na atualidade (pânico, depressão, etc.) cada um tem uma história singular, portanto, cada sintoma revela uma verdade e um saber (inconsciente) peculiar àquele paciente. E por ser inconsciente, é um saber “insabido”, onde o paciente não tem acesso sozinho. Por isso, necessita de um outro (no caso o psicanalista) que escute o que escapa a compreensão comum e a consciência do paciente.

Hoje, com todos os avanços da ciência e da tecnologia, que muitas vezes transmite a ilusão de que podemos tudo, algumas pessoas acreditam na loucura de que tem que consumir para se sentirem participantes de um determinado grupo, estar em todas as redes sociais, serem “felizes todo o tempo” e quando se dão conta de que não conseguem – pois isso é impossível – recorrem à drogas para “enganar” a angústia. Agindo dessa forma, em vez de se perguntarem sobre o que lhes acontece e o que querem fazer, entregam-se aos ditos do imaginário social e como consequência adoecem e se medicam cada vez mais. E quando fazem isso, deixam de contar-se como sujeitos que são afetados pelo pensamento, emoção e principalmente por sua fala.

Por conta do enunciado acima, novos sintomas terão lugar e outros tantos “velhos conhecidos” – neurose, psicose e perversão – recebem outra roupagem, fragmentada em transtornos nos manuais, amparados pelas descobertas de “novas drogas” para os “velhos males” da “alma”.  Não é incomum que muitos tomem remédios e tenham pouca melhora…….

Hoje em dia, os pacientes que nos procuram na clínica psicanalítica estão acometidos por angústias desenfreadas (pânico), depressões, estresse, alcoolismo, toxicomanias (dependência de drogas – as mais variadas, inclusive as legalizadas), distúrbios alimentares (anorexia e bulimia), compulsões por jogos – e os de computadores figura no topo da lista), por compras, sexo, trabalho; dificuldades de relacionamento, etc.

Recebemos também muitas crianças com problemáticas escolares; desde os que não conseguem aprender na escola, quanto as que apresentam problemas com indisciplina. Crianças que por não terem os limites estabelecido em casa, muitas vezes recebem diagnósticos de Hiperatividade e Transtorno de déficit de atenção. Muitas vezes os diagnósticos são equivocados e essas crianças tomam remédios que não necessitam…e perdem a oportunidade de falarem sobre seu sofrimento e de se curarem. Crianças que chegam com atrasos no desenvolvimento físico, motor e psíquico.

Enfim, recebemos sujeitos que sofrem e que nos demandam uma escuta psicanalítica para que possamos descobrir a causa inconsciente do que acontece com eles. Muitos, recorrem à psicanálise, depois de muito sofrerem e terem buscado outras formas de tratamento, com pouco ou nenhum resultado.  Com a psicanálise, descobrem que adoeceram por conta do que falam e é também por esse fato, que podem se curar, a partir do momento que descobrem que tem um inconsciente e que são “manipulados por ele”.

 

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