A Clínica ESCUTA ANALÍTICA é uma clínica de Psicanálise, que tem se firmado ao longo de seus quase vinte anos (20 anos) no atendimento psicanalítico àquele que sofre: crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Porque Escuta Analítica?

Porque é o que melhor define a nossa prática: a escuta que desde Freud, tem possibilitado àquele que sofre, encontrar-se naquilo que diz. É através da análise do discurso, que o sujeito revela seus sintomas e assim poderá encontrar outra forma de estar no mundo.

No início da análise, as queixas referem-se à mãe, ao pai, patrões, namorado(a), filhos, marido(esposa), falta de sorte, destino etc. Chegam em posição de “objetos”, acreditando-se vítimas do outro, dizendo que nada têm a ver com o que lhes acontece e nada podem fazer a respeito do seu sofrimento. Em vez de se posicionarem como sujeitos, donos de suas vidas e responsáveis por seu destino.

O trabalho do analista é mostrar ao analisando sua participação nisso tudo que lhe acontece, escuta o que ele diz, sem tentar compreender o que ele fala. Ao contrário, lê nas entrelinhas aquilo que escapa aos outros campos de discurso, trabalha com os lapsos, sonhos, interroga sobre os esquecimentos, as lembranças e os sintomas. Pois um ato falho ou um lapso não é simplesmente um erro de comunicação ou um tropeço na língua, eles revelam uma verdade inconsciente.

Um sintoma sempre diz algo, mesmo que seja em forma de enigma. E a análise possibilita que o sujeito saiba sobre as causas dos seus sintomas: porque adoeceu em determinado momento de sua vida, porque não consegue parar de comer em excesso, porque fracassa no trabalho, no namoro, ou no casamento, não consegue ter filhos, porque é dependente químico ou dependente de alguém etc.

Durante o processo analítico, o sujeito descobre acerca do desejo inconsciente que o mantém ligado aos sintomas. Quando faz esta descoberta, pode dar a si próprio um lugar diferente daquele que tinha antes de ser analisado. Assume que é responsável por seus sucessos, mas também por seus fracassos. Como disse Freud, “O homem que se analisa tem com o destino uma relação muito diferente do que aquele que não faz análise”. Pode assim, organizar-se em seu discurso e encontrar o fio que permite sair do labirinto de seu próprio desejo e de sua forma ‘doente’ de gozar. Muitos analisandos assustam-se, quando descobrem que o que dizem ou deixam de dizer, tem consequências em seu corpo e em suas vidas.

Ocupamo-nos, especialmente daquilo que “não anda” para os pacientes: seus impedimentos, fracassos, doenças. E trabalhamos com cada sujeito em particular. Pois cada indivíduo tem sua história, sua subjetividade, sua singularidade. Analisamos cada caso como único, não existindo uma resposta coletiva, nenhum tratamento massivo.

Tempo da sessão:

Algumas pessoas questionam o tempo da sessão na análise lacaniana: esse é um tempo onde as sessões não são reguladas estritamente pelo relógio, mas por um tempo lógico, tempo do inconsciente, em que o analista, escuta, interroga e pontua a fala do analisando, podendo cortar a sessão no determinado momento, em função do aparecimento de um representante inconsciente (significante). Este momento é sempre inesperado, e o corte permite a continuidade do trabalho do inconsciente, possibilita que, mesmo fora da sessão o sujeito continue associando, fazendo suas descobertas.

Uma experiência de análise não é fácil de explicar, mas, para aqueles que pretendem saber sobre seu desejo e deixarem de ser “marionetes” de seu inconsciente e de seu gozo, esse é o caminho.

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