Quais os benefícios da psicanálise?

São muitos. Quando um sujeito empreende uma análise pode reconhecer um saber sobre seu inconsciente, um saber que era insabido…

Reconhece e decifra sua cadeia de pensamentos, descobre o que está ‘por trás’, o que determina seus atos, o porquê de suas escolhas, de seus fracassos, de seus impedimentos, suas inibições e impotências.

Cada um é um sujeito em particular, cada analisando difere do outro, tem sua subjetividade, resultado de sua história familiar. E a análise vai possibilitar que ele possa revisar sua história e descobrir ser responsável por seus atos, até por aqueles que são inconscientes.

É comum que no começo da análise os pacientes se queixem, cheguem se acreditando ‘vítima’ do outro: que podem ser: seus pais, chefes, cônjuges, capitalismo ou até a globalização.

Primeiro dizem: ‘Olham o que fizeram comigo… ’para depois poderem formular e se implicar e perguntar: ‘Por que deixei que fizessem isso comigo?’

Essa última é uma posição muito diferente, pois, se responsabiliza e toma a direção de sua vida.

Freud disse que “Aquele que faz análise tem uma relação com o destino diferente daquele que nunca se analisou.”

Pois, não é mais possível para o sujeito, que faz análise, acreditar que não tem o que fazer para mudar sua vida.

Descobrem o porquê de suas angústias, porque adoeceu, deprimiu, o que o paralisou. Analisa suas culpas e descobre que tudo isso o impulsionou a sofrer.

Pode falar e descobrir o ‘gozo’ do sofrimento, gozo no sentido psicanalítico é um tipo de ‘satisfação’ que os sujeitos têm com o sofrimento, muitas vezes por conta da culpa inconsciente.

A posição de vítima é muito “danosa” porque quando se está nessa posição, está como vítima do outro e não pode fazer nada para mudar. Diferente de quando se responsabiliza, pois, pode criar condições, desenvolver recursos psíquicos para ‘sair’ desse lugar, para fazer algo diferente.

Falando no dispositivo analítico, descobre as identificações que fizeram com seus primeiros objetos de amor (seus pais), podem revisitar suas crenças, quebrar as identificações sintomáticas que o ‘amarram’ a modelos que o atrapalham.

Assim, podem decifrar seu inconsciente, descobrir as satisfações sintomáticas e encontrar outra forma de satisfação. E se no começo chegaram em posição de vítima, podem se libertar do julgo do seu inconsciente e não mais atribuir aos outros o que lhe acontece.

 

Andreneide Dantas

 

Texto elaborado para gravação de série sobre Psicanálise

 

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